Fios de ternura

Havia dias em que o tempo parecia repousar no colo da minha avó.

Mineira de olhos castanhos escuros e alma perfumada, ela me recebia como quem acolhe um tesouro. Falava baixo, tinha doçura nos gestos e uma elegância simples, dessas que moram no cuidado. Vestia seu melhor vestido e havia nela uma beleza que eu não cansava de admirar.

Com ela, tudo virava um pequeno ritual. Eu me sentava e começava o nosso tempo.

Meu cabelo fino, sempre cheio de nós, se entregava às mãos dela. Mecha por mecha, o pente passava devagar, e junto dele vinham histórias, silêncios bons e um carinho que parecia ficar guardado em cada fio.

Na casa dela, a infância tinha gosto de goiaba no pé e liberdade. Eu subia nas árvores, corria quando ela me chamava e passava o dia entre risos e presença.

Minha avó era abrigo.
Era delicadeza no jeito de existir.
Era beleza no gesto simples.

Peças que carregam verdade, afeto e percurso.

Minha criação nasce de experiências vividas e relações que transformam o metal em poesia. Aqui, cada peça é única, produzida em um tempo próprio, respeitando a matéria e o design autoral.

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